22 outubro, 2008



Ter ciúmes é como tecer teias
Ao redor da alma e
Joga-la num abismo sem
Possibilidade de jamais
Ser resgatada.

O ciúme doentio aprisiona, desata o
laço do amor por que questiona
fatos improváveis.

Ciúme cisma- inventa - delira,
cria seus próprios fantasmas
atormentadores do espírito.
O ciúme corrompe argumentos,
Confunde a visão, entorpece os sentidos,
Perturbando a razão.

Quando não tira o sono,
Constrói pesadelos.
Ciúme é solitário, matreiro,
Soturno, funesto, improvável.
É idolatria aos demônios
Das trevas - de onde tramam seus enredos.

Tecer essa rede, é morrer aos poucos
Por desconfianças inconfessáveis.
Sentir ciúme é desonrar o amor.

Ciúme já é tumor.
Cuida-se saber se é benigno.
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Texto: *Maria Lúcia Bastos*
(imagem blog Migram)

Um comentário:

kika disse...

Muito bom!!